Olhe para as últimas prateleiras da sua farmácia e para o fundo do seu estoque. Aquelas caixas de suplementos que não saem há 90 dias, aquele xarope de marca desconhecida que o vendedor da distribuidora te empurrou com uma “condição imperdível”… Aquilo não é mercadoria. Aquilo é o dinheiro do seu lucro que está imobilizado, perdendo validade.
Comprar mal é o jeito mais rápido de quebrar uma farmácia que vende muito.
O representante da distribuidora te liga no último dia do mês: “Compra 100 caixas desse genérico que eu te dou 60 dias para pagar e 15% de desconto extra”. O dono inexperiente aceita.
A Armadilha: A sua farmácia vende 10 caixas desse produto por mês. Você acabou de comprar estoque para 10 meses. O boleto vai vencer em 60 dias e você não terá vendido nem um terço do produto para pagar a conta. Você terá que tirar dinheiro do próprio bolso (ou do cheque especial) para cobrir a “oferta imperdível”.
Você não pode comprar tudo do mesmo jeito.
Curva A (O giro rápido): Remédios de uso contínuo. Trazem fluxo, mas a margem é quase zero. O estoque deve ser enxuto (para 15 a 20 dias), senão estrangula o caixa.
Curva C (O lucro real): Perfumaria, MIPs, dermocosméticos. Têm margem alta, mas giram devagar. Precisam de acompanhamento cirúrgico para não encalharem.
A compra não deve ser feita no “olho” ou no pedido do balconista. Ela tem que ser ditada pelo relatório de curva ABC do seu software.
Seu caixa vive no vermelho, mas o seu estoque está lotado? Você não tem problema de vendas, tem problema de compras. Agende uma consultoria com Adão Fonseca e pare de financiar a indústria com o seu dinheiro.